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Julho de 2008

In treatment

Wed, 30 Jul 2008 04:20:10 -0300

Comecei ontem a ver essa série da HBO. Depois procuro o link do imdb, agora é muito tarde e estou com preguiça.

A série tem episódios de 25-30 minutos e trata da vida de um psicoterapeuta. De segunda a quinta ele atende pacientes e nas sextas ele é atendido por uma terapeuta e trata de si.

Muito diferente de tudo que já vi e muito bem feita. Estou gostando muito. A primeira temporada tem 43 episódios. Já vi os 5 primeiros.

Detalhe, deve ser muito barata de fazer. O cenário se resume aos 2 consultórios. O elenco é formado pelo terapeuta principal, Paul (Gabriel Byrne), a sua terapeuta Gina (Dianne Wiest), e os pacientes. Ou seja, pouca gente para pagar. Deve dar um bom lucro.

Ah, os roteiristas devem ser bem caros, pois os caras são muito bons. Espero que não decepcione logo adiante. Por agora está muito satisfatório.

Não por acaso

Sun, 27 Jul 2008 21:59:11 -0300

Acabei de ver esse filme e gostei muito. Fazia tempo que não via um filme brasileiro tão bom.

Crítica do Omelete e post no Overmundo.

É um filme sensível, com atuações excelentes, principalmente do Leonardo Medeiros e do Rodrigo Santoro. A briga é dura, mas acho que o Medeiros se sai melhor. Já pude ver outras atuações desse ator e ele está muito bem na tela.

Basicamente o filme é a história de 2 homens metódicos e controlados tendo que lidar com fatos inesperados. Mas isso é uma definição pobre.

É um filme gráfico, deve ser visto e não contado. Vejam porque vale muito a pena.

Só não gostei muito da Letícia Sabatella, que parece fazer sempre o mesmo papel. Acho que no Overmundo o camarada comenta a mesma coisa.

Vejam que vale a pena, daria um 10 a esse filme brasileiro.

SPOILERS!!!!!!!!

Notem que o personagem do Santoro é tão determinado a ter o controle de tudo que planeja as jogadas da sinuca ANTES de jogar. Mas como ele pode prever o que o adversário vai fazer? Ele não pode. Talvez por isso não gosta de participar de campeonatos. Até a personagem da sua namorada comenta isso num momento do filme.

E o personagem do Leonardo Medeiros e sua teoria sobre o trânsito? Muito interessante e muito gráfico. Notem como os desenhos do Santoro da mesa de bilhar se parecem com o desenho dos viadutos e ruas de São Paulo.

Faltava só um terceiro personagem que jogasse xadrez.

É, realmente dá orgulho ver um filme nacional tão bom quanto esse. Depois de tanta porcaria nacional e estrangeira até que um dia aparece algo bom.

La hora fría

Sun, 27 Jul 2008 19:09:34 -0300

Acabei de ver La hora fría, terror de ficção científica español muito bom.

Eu gostei bastante desse filme. Destaque para o menino que faz papel de Jesus (Omar Muñoz). Aliás, os personagens têm nomes biblícos. Tipo, Mateo, Lucas, Pedro, Pablo, María, Judas, etc.

O filme trata de um futuro apocalíptico onde as pessoas vivem dentro de uma instalação subterrânea e estão cercadas por "estranhos", pessoas contaminadas com um vírus mortal. Até aí a história não tem nenhuma novidade. Mas o filme é um bom suspense, deixa você bem nervoso mesmo.

Eu gostei também porque vi a versão em espanhol e sem legendas. Vale a pena ver, eu indico.

SPOILERS !!!!!!!!!!!!!!!

O final é horrível! Totalmente horrível. Eles não tinham salvação desde o início. Não havia esperança desde o princípio, já que a Terra estava ferrada. Um bom filme, vale a pena vê-lo de novo até.

Awake

Sun, 27 Jul 2008 16:44:36 -0300

Vi ontem esse filme. Não gostei nem um pouco.

A trama é mal construida, pois muito antes da metade do filme você já consegue saber o final.

Os personagens são mal construidos também. É uma pena porque temos ali bons atores e atrizes fazendo personagens sem sentido nenhum.

Não recomendo, não perca o seu tempo vendo essa bomba. Uma decepção total.

Não vejo mais novelas

Sat, 26 Jul 2008 05:44:51 -0300

Não vejo mais novelas de nenhum tipo. Ufa, que alívio. Custou algum tempo mas finalmente trascendi. Agora vejo alguns seriados e filmes, mas novelas e mini-séries globais, nunca mais!!

Elas tomam muito tempo, não trazem nada de bom, tem enredos bestas e metade dos atores/atrizes só estão ali para mostrar o corpo.

E finalmente estou livre!! Isso é muito legal.

A Bússola de ouro

Sat, 26 Jul 2008 05:27:16 -0300

Vi ontem esse filme. E não gostei por vários motivos.

SPOILERS !!!!

De novo a velha lenga-lenga de 'criança predestinada por profecia a ser decisiva em batalha do bem contra o mal'???

Credo, será que não saturam dessa balela?

De novo batalhas horrorosas onde morre um monte de gente mas tudo bem, eram maus mesmo e heróis infanto-juvenis podem passar o rodo geral que tudo ok.

De novo animais falantes e fofinhos?

E esse filme é uma puta sacanagem. Ele não termina. Fica um gancho para a continuação. Aliás, não fica um gancho, fica tudo para o próximo filme.

Olha só, filme com crianças heróicas já encheu demais. Filme com bichinhos amigos que lutam já encheu muito.

Não dá pra dizer que o filme é totalmente ruim. A premissa é até interessante. Mas os últimos 30 minutos ESTRAGAM tudo de um modo terrível.

Li que o autor do livro que deu origem ao filme é um ateu de carteirinha e critica as religiões com seu livro. O tal "Magisterium" seria a Igreja Católica. Faz sentido se você olha o filme com esses olhos.

E o interessante é que havia acabado de ver uma notícia na TV, que várias entidades enviaram um documento ao papa pedindo que ele liberasse o uso métodos contraceptivos aos católicos. E o papa disse que tal pedido não tinha fundamento. E eu digo que levar em consideração a opinião de outro para guiar a tua vida é que não tem fundamento.

Seria cômico se não fosse trágico o fato de tantas pessoas levarem em consideração o que diz ou pensa o papa. Francamente.

Querem ver algo realmente BOM? Vejam "A ponte para Terabítia". O filme é uma porrada na testa e é muito bom. Ensina algo interessante pelo menos.

Aqui uma crítica do filme pelo Omelete: crítica.

Sigo vendo Star Trek TOS, agora Season 2

Sat, 26 Jul 2008 05:09:41 -0300

Eu adoro Star Trek TOS. Realmente é muito bom.

Dos filmes acho que só se salva o primeiro, Star Trek - o filme. Eu vi quase todos, a partir do terceiro eu vi no cinema, na época que passaram.

Das séries, "Jornada nas Estrelas - A nova geração" eu vi muito pouco e não gostei muito. E as outras séries derivadas eu não vi, não sei dizer.

Mas nada se compara ao original. Principalmente porque cresci vendo isso na TV e há toda uma questão nostálgica.

Para mim é extremamente relaxante ver os episódios, talvez até porque um não tem relação com o outro. Você pode olhar em qualquer ordem que quiser e tudo bem.

O Sr. Spock é inigualável. Li que vão fazer um filme novo e o novo Spock será o cara que faz o Sylar na série Heroes. Não acho que ele vai chegar na unha do pé do Leonard Nimoy.

Consigo levantar a sombrancelha igual ao Spock porque ficava treinando quando criança.

Estive lendo sobre a série na Wikipedia e achei várias coisas interessantes.

Eles meio que adivinharam o celular, ressonância magnética, tablet PC, motores iônicos, pluralidade cultural e étnica (porque raça não existe).

Aliás, li que o primeiro beijo "interracial" da TV estadunidense foi entre a tenente Uhura e o capitão Kirk num dos episódios.

Na temporada 2 da série original temos o Sr. Pavel Chekov, tripulante de origem russa. Vejam só, os caras colocaram um russo no programa, em plena guerra fria!

É uma série admirável mesmo. Quem dera a muitas séries atuais ter tanta longevidade e influência cultural. Lost, que tanto se fala atualmente, em 5 anos nem lembrada será.

Meus erros de português

Thu, 24 Jul 2008 00:36:28 -0300

Captain's log, stardate 2008.240036

Meus textos têm vários erros de português. Eu sei.

Mas, sou um professor quando estou trabalhando, ensino regras, sigo regras. Aqui, sou um civil. Nada de regras. Nada de limitações canônicas.

E se você é especialista em educação e quiser comentar o parágrafo acima, fique à vontade. Quase qualquer coisa que alguém diz ou escreve pode ser distorcida e criticada por um 'especialista' em educação.

Aliás, nunca conheci um especialista em educação, mas já conheci muitos especialistas em ler livros sobre educação. São coisas bem diferentes.

A cada dia que passa estou mais convencido que não ensinamos conteúdos realmente. Apenas empurramos pessoas. E as pessoas aprendem do seu jeito, sozinhas. Nós servimos apenas como incentivadores, líderes de torcida, essas coisas.

Toda aquela pantomima de sala de aula, materiais didáticos, etc., é apenas um teatro. O corpomente (experimente buscar no Google, sem as aspas a seguinte sentença:"Corpomente Ken Dychtwald")aprende sozinho, não sou eu que ensino de forma nenhuma.

E no enorme caldeirão que são as escolas e as salas de aula nós mexemos a colher da bruxa. É isso que é ser professor.

Mas não somos "educadores". Não gosto dessa palavra. Nunca me defino assim. Sou apenas um cara que ganha dinheiro empurrando os outros.

Acho de extrema arrogância arvorar-se "educador". E também não vejo nada de mais em dizer isso. :-)

Ou ainda citar o autor A ou B. Porque "educar" na opinião do autor A ou B é isso ou aquilo. Ora, vamos e venhamos. Por mim o autor A ou B pode pensar o que quiser. O que importa é o que eu penso. Afinal, é a minha vida, a minha profissão.

Quer me ver triste é alguém perto de mim citar Paulo Freire, Pedro Demo, Vygotsky ou o Conde Drácula como exemplos de algo ou como justificativa de algo. Tudo bem estudar teóricos, seguir uma linha. Ok, não sou um louco que se julga melhor que toda a academia. Nada disso. Mas passar a vida a citar X ou Y é algo mal resolvido, com certeza.

Tenho minhas próprias teorias. Sem dúvida que tenho. Ou vou ter de esperar até dizer o que todos esperam ouvir, ser reconhecido, puxar sacos, etc., para poder ter minhas idéias? Nunca. Prefiro tê-las já! Desde agora! Nesse momento. Podem ser uma merda, mas são minhas.

Não esqueçam nunca: é melhor reinar no inferno que servir no céu.

Hum, não era o momento para essa frase...

Para terminar.

Posso pedir a outro aquilo que não sou capaz de fazer? Posso cobrar de outro aquilo que não faço?

Aprender para mim é algo natural como respirar e comer (alfajores, doce de leite)?

Estou sempre curioso? Gosto de viver novas experiências (calma, não pensem bobagem)?

Agora, a frase certa para encerrar:

Escrevi meu nome na parede do labirinto invisível Fui diligente em meus estudos dediquei todo o meu tempo e coração à busca Escrevi meu nome, mas não consigo mais achá-lo Minhas cinzas se espalham como poeira no labirinto invisível

Neil Gaiman, Os livros da Magia

Difícil de decidir

Wed, 23 Jul 2008 23:59:37 -0300

Captain's log, stardate 2008.24.

Cheguei a uma encruzilhada difícil de ultrapassar.

De um lado tenho a enorme facilidade de usar txt2tags e vim para editar este blog do jeito que edito. Fiz alguns mapeamentos de teclas no vim. Basta terminar de escrever, ESC, t, ç, e já está atualizado.

O "t" ativa o txt2tags sobre o buffer que está sendo editado, e o "ç" ativa o weex, que sincroniza meus arquivos locais com o servidor web através de ftp. Simples assim.

Então, tenho o enorme conforto de escrever num rxvt maximizado, usando vim e atualizar o site com apenas alguns toques.

Não acredita? Então clique no screenshot abaixo:

E detalhe: fiz o screenshot e o coloquei no ar em alguns segundo usando o scrot. Quer saber sobre esses programas que estou comentando? O Google é seu amigo. :-)

Voltando à encruzilhada, o problema se resume a uma sigla: RSS.

Não consigo criar um arquivo RSS na mão para as entradas do blog do jeito que estou mantendo. Fica inviável, pois é chato e demorado. Tudo que ganho de facilidade e prazer com o vim + txt2tags + weex eu perco com a criação manual do arquivo xml com o feed RSS.

Ou seja, fica difícil. Mais difícil ainda porque não usar RSS hoje em dia é um ENORME retrocesso. Imagine que alguém quer acompanhar o que escrevo aqui e não ofereço um feed. O que vai acontecer? Essa pessoa terá de olhar todos os dia a minha página. Ocorre que algumas vezes essa pessoa não estará olhando e terei atualizações. Outras vezes esse hipotético leitor(a) vai olhar 5 vezes em um dia e nada de atualização. Nas duas possibilidades eu corro o risco de perder um leitor(a).

A alternativa seria usar um software de blog de verdade. Eu fiz isso. Olhem em http://androle.wordpress.com. Lá estou fazendo testes. Mas... é muito ruim editar um texto naquelas caixinhas de formulário. Ruim é pouco, é torturante. Gosto do vim.

E o visual do wordpress é muito bom para algumas coisas mais comunitárias, tipo o blog que criei para/com os meus alunos http://cleshidraulica.wordpress.com, e para/com os meus colegas http://clesriogrande.wordpress.com.

Mas, para meu uso pessoal e intransferível, prefiro vim + isso + aquilo.

Mas vim + isso + aquilo não oferece RSS.

O que fazer?

Estou bem inclinado a continuar fazendo o que gosto e não me preocupar com os leitores. Sem RSS mesmo. Se perder leitores, paciência. Desculpem leitores, mas não consigo escrever inspiradamente numa caixa de texto. Além disso, o visual do wordpress é poluído demais para mim enquanto pessoa civil. Na minha identidade de professor militante tudo bem, sou um soldado acostumado a enfrentar qualquer coisa. Mas como ser humano anônimo e obscuro eu acho o wordpress muito espalhafatoso.

E sim, estou sendo irônico no decorrer deste post todo, você não leu errado. A ironia decorre do fato de que cada dia é mais claro que eu sou anacrônico no que tange à internet. Não entendeu?

Eu amo/idolatro um sistema operacional baseado em outro que tem quase 40 anos. Adoro um editor de textos cujo paradigma deve ter seus 30 anos, mais ou menos. Uso um software de geração de html criado por um nerd de carteirinha. Meu chão é uma tela negra com letras verdes e pouco uso de memória (olhem o screenshot de novo usuários do Vista e mordam o cotovelo).

E a tal Web 2.0? Para mim, sem RSS ou comentários, é um sonho distante. Sou um dinossauro digital.

E quer saber, eu adoro isso!!!!

:-)

Minhas idéias que foram roubadas

Mon, 21 Jul 2008 03:18:49 -0300

No início de 2002, por aí, eu comprei um Velo 500 da Philips. Era usado e obsoleto na época. Consegui vendê-lo e comprei um Aero 8000 com o dinheiro mais uma diferença que acrescentei.

Cara, eu amei aquele Aero 8000! Comprei pelo Mercado Livre, o cara que me vendeu acho que tinha uma loja que fechou ou algo do tipo. Bom, quando comprei nem fabricavam mais o Aero, mas ele veio na caixa original e lacrado. Foi um enorme prazer tirar aquela belezinha da caixa, com todos aqueles saquinhos e plásticos que dão tanto prazer a quem compra um eletrônico novo.

O Aero 8000 usava Windows CE e tinha um processador ARM SH3 se não me engano. O resultado é que quase não achava software para ele. E para sincronizar com Linux era um verdadeiro parto. Tinha que rodar o apache para poder sincronizar. E "sincronizar" era baixar arquivos nele. Ah, para navegar era um Internet Explorer louco de bagaceira. Ou seja, cerveja. Uma bela droga nesse aspecto. Mas que era bonito, ah, isso era. Bonitinho mas ordinário.

Acabei vendendo-o e comprando o notebook que estou usando para escrever este texto. Um Compaq Armada 1120, com infinitos 16 MB de RAM e disco duro de 2 GB, e com um processador mono-core uno de 100 MHZ. :-)

E me lembro de na época (lá por 2003) comentar com TODOS que eu conhecia o seguinte:

A enorme maioria das pessoas usa o computador para escrever, ler, navegar, email, planilha algumas vezes, IM (msn, na época ICQ). Para isso não precisamos de tanta máquina assim. Não seria legal ter um micro sem HD, com pouca RAM e pouco processador, mas leve e barato? Seria sim, muito legal. Vivia comentando isso com todos que eu conhecia.

Pois bem. Alguém certamente ouviu e vendeu a idéia para empresas como a ASUS, ou a Positivo. Ou a HP, MSI e DELL, pois todas elas estão lançando ou já lançaram algo do naipe que eu comentava.

Agora, vou lançar aqui publicamente outra idéia que vale um milhão (de euros, claro).

É o seguinte: Os computadores portáteis tipo notebook são o futuro. Não seria interessante se houvesse um padrão de "partes" desses aparelhos seguido por todos os fabricantes? Me explico.

Imagine que você tem o seu notebook ou sub-notebook, como quiser. E a tela quebra. Aí você compra outra tela e troca você mesmo! Fácil como montar um Lego. É isso. Eu acho que as peças de computadores deveriam vir em cartuchos, com conexões como Legos, que qualquer um, mas qualquer um mesmo, pudesse trocar sem problemas. Como trocamos uma resistência de chuveiro. (Na realidade eu não troco porque fico com medo de dar choque na água depois. Termino comprando outro chuveiro sempre que queima. Mas eu sou um estúpido e não conta.)

E para dar certo esse padrão de encaixe deveria ser universal, como as tomadas. Hum, as tomadas não são um bom exemplo, cada país tem a sua... como o USB ou o plugue P2. Ou como o RJ-45 ou o RJ-11. Isso mesmo. Deveria haver uma interface comum a todas as telas, teclados, baterias, discos duros, etc., para que qualquer um pudesse montar um notebook usando pedaços de vários outros.

Um técnico vai me dizer que isso já existe. Eu discordo. Tente pegar pedaços de notebooks de marcas diferentes e usar trocado em um e outro. Dá para aproveitar memória, HD e talvez processador. E só isso mesmo. E além disso é necessário conhecimento técnico para fazer isso. Eu gostaria que até mesmo um leigo total pudesse fazê-lo.

E também, ao pifar, um computador deveria dizer o que está estragado. É ridículo o que acontece hoje. Você paga uma grana para ter uma máquina moderna e ela, ao estragar, não é capaz nem de emitir um auto-diagnóstico.

Prevejo um futuro com computadores extremamente simples e baratos, muito baratos. E onipresentes. Todos vamos usar do mesmo modo que praticamente todos hoje que queiram têm caneta e papel.

Deveria haver um compromisso de 10 anos de "conservação" de uma linha. Para escrever, navegar e ler emails, quem precisa de novidades todos os meses? Não mesmo. Não é necessário. Gostaria de comprar um micro básico, por preço de "banana" e ter a confiança que terei peças de reposição até o ano X ou Y.

Essa doideira consumista vai ferrar o meio ambiente. Computadores, na maioria das vezes, são lixo bem contaminante. Logo, manter micros velhos funcionando é um coisa legal.

Bom, fica registrada a minha idéia. Longa vida aos computadores!

The lost boys 2 - The tribe

Sun, 20 Jul 2008 00:26:35 -0300

Acabei de ver essa bomba. Não vi todo, fui pulando. Devo ter visto o filme todo em 30 minutos.

O que dizer? Lixo. Nota 1. Pior que lixo, pois é cópia deslavada do original, então, nem lixo original pode ser.

Não vou nem pegar o link do imdb dessa bomba.

Não vejam esse filme, não tem a mínima graça.

Troféu LAMBÃO!

Filmes de vampiro já esgotaram. O último bom que vi foi Drácula, do Francis Ford Copola.

Também achei interessante, com bom suspense, o 30 dias de noite. No mais esse tema já meio que passou. Para criar algum filme novo só mudando alguma coisa. Do contrário fica difícil.

Há um erro de verossimilhança em quase todos os filmes de vampiros. Os vampiros têm sentidos aguçados, superforça e poder de regeneração, correto? Bom, e mesmo assim qualquer bobão consegue matá-los nos filmes.

Além disso vampiros vivem para sempre, correto? Ora, se com a minha idade já tenho malícia suficiente para "ler" muitas pessoas, e vivi muito pouco, imagine um vampiro com 300 anos. Seria alguém muito difícil de enganar.

Além do mais, somos seres bem repetitivos. Alguém que vivesse muitos anos seria capaz de prever quase tudo que um humano pode ou vai fazer. E nos filmes vemos vampiros sendo feitos de idiotas por qualquer mané.

Gostaria de ver um bom roteirista criar um filme de vampiros bem escrito, e que o vampiro ganhasse no final. Sim, temos de respeitar a verossimilhança interna de uma história. Os vampiros são superpoderosos, logo, é inverossímel que um humano babau ganhe deles nos filmes.

Leia a $@#$@! do manual - ou a minha vida na informática

Sat, 19 Jul 2008 04:24:51 -0300

Este post está confuso, mas tenho pena de apagar. Infelizmente ficou muito grande e toca em vários assuntos diferentes.

Continuando a minha série de posts sobre informática, gostaria de comentar mais algumas coisas.

Como sou e como vim a ser o que sou...

Tudo começou em 1985. Um curso de Basic em uma escola. Um computador SID com monitor de fósforo verda para 12 alunos. Ninguém tocava na máquina, só o operador. Todo nosso curso de Basic foi feito copiando do quadro e escrevendo programas em folhas de papel.

Veio então 1986, plano Cruzado, Sarney. Comprei, com o dinheiro do meu trabalho, um Hotbit MSX. Ligava na TV e gravava alguns programecos em fita. Tinha o gravador especial do Expert para isso.

Não era nada legal usar computador nessa época. Algumas vezes ficava uma tarde digitando programas e gravava na fita. Na hora de ler, não lia. Minha cidade é muito úmida. Um leitor de disquetes era algo caríssimo. Uma empresa cearense fabricava um que eu cobiçava, mas desisti porque era um absurdo de caro. Bons tempos da reserva de mercado da informática.

Desisti de tudo e vendi o Hotbit. Até mesmo porque meu pai dizia que eu ia estragar a nossa única televisão com o computador. Cansado eu capitulei. Fiquei longos anos só lendo sobre o assunto.

E chegamos ao ano de 1997. Estava cursando a universidade e fui selecionado para ser bolsista do CNPq. Legal. Tinha de usar computadores nesse projeto.

Então, um professor do curso me ensinou a usar uma máquina com Windows 3.11, se não estou enganado. Era aquele Windows que você tem de digitar "win" depois do boot para entrar a interface gráfica.

E sabem como ele me ensinou? Do melhor modo possível. Uma tarde cheguei na faculdade e ele me ensinou a ligar e desligar o micro. E me disse assim: "usa e vai mexendo em tudo, pode usar à vontade." Foi a melhor coisa que eu poderia ter ouvido. Esse professor me ajudou muito fazendo isso.

Logo, já estava craque no Windows 95, e depois o Windows 98, que usei por loooongo tempo. Nessa época era impossível para mim por questões financeiras comprar um PC.

Se não me falha a memória, em 1998 um PC custava em torno de R$ 3.000,00. E isso para um salário mínimo de uns R$ 170,00, mais ou menos. Ou seja, era muito caro mesmo.

Em março de 1999 recebi a ajuda de um casal de amigos. A Lilian (amiga da minha esposa) e o Moisés (que trabalhava com informática) tinham um 586 encostado e o deixaram comigo emprestado. Foi um gesto muito bonito da parte deles. Usei de graça esse micro até meados de novembro/1999. E então eles se mudaram de cidade e eu comprei a máquina para mim, por um preço razoável. Foram muito gente boa mesmo e aqui agradeço de público.

Bom, o 586 estava todo baqueado. Tinha 32 MB de RAM. HD de 512 MB cheio de badblocks, monitor de 14'' estragado, sua tela tinha uns 20% perdidos em chuviscos. Além disso tudo o HD fazia um barulho horrível, parecia que ia decolar ou explodir.

Nessa simples máquina eu usei Windows 95, Windows 98 e Posteriormente Linux. Cheguei a instalar o Windows 95 usando 46 disquetes, em uma das minhas madrugadas frenéticas. Chegava a ficar 6 horas direto, sem levantar da cadeira. Detalhe, ficava 6 horas usando depois de trabalhar o dia todo dando aulas, preparando aulas, etc. Eu criava tempo sacrificando o contato familiar. Tempo se cria quando se quer muito alguma coisa.

Meu primeiro contato com Linux foi na Páscoa de 99. Minha esposa passou por uma banca e comprou uma revista Geek que vinha com o Conectiva no CD, mais uns quantos programas. Tentei instalar e consegui. Mas não deu para usar. Mal e mal conseguia entrar no X. Bom, segui tentando.

De 1999 até mais ou menos 2004 eu testei quase todas as distribuições Linux que vinham em CDs de revistas e apareciam nas bancas aqui da minha cidade. De 2000 em diante as coisas começaram a melhorar. A primeira distro que funcionou mesmo, que dava para usar, foi a Techlinux. Também usei por pouco tempo Red Hat. Por algum tempo Conectiva e Mandrake. Techlinux foi um bom tempinho. E finalmente, em 2002, consegui instalar o Debian Potato. Depois Debian Woody, Sarge e hoje uso Etch. Logo será Lenny.

Não pretendo deixar de usar o Debian, ainda que outras distros estejam mais na moda eu me acostumei a alguns detalhes interessantes.

Uso WindowMaker até hoje. No começo tinha 32 MB de RAM, o que me restringia muito. Até hoje tenho mania de poupar memória. Uso preferencialmente programas leves ou se possível com interface curses em um emulador de terminal. Abro o modo gráfico manualmente, com startx.

Só deixo rodar os serviços que uso. Admito que hoje há alguns que não sei para que servem, mas parecem importantes e deixo rodar. Mas, por exemplo, como imprimo pouquíssimo, só levando o CUPs na hora de imprimir. Meu micro atual tem 512 MB de RAM e na maior parte do tempo uso menos da metade. Vou comprar mais 1 GB de RAM porque está muito barato, mas meu PC é um Celeron comprado no Big, mais chulé impossível, por isso não me permito grandes extravagâncias.

Minha vida com o Linux passou por várias fases. Veja bem, uso desde uma época que não se instalava sem sofrer. Demorei alguns anos até conseguir ter impressora em modo econômico, som, etc., tudo rodando direitinho. Era difícil usar Linux, era difícil ter acesso à internet. Hoje, qualquer um que queira instala em minutos com tudo configurado na hora. Hoje Linux ficou trivial e aparecem "especialistas" por todo lado.

Aliás, como há gente hoje que "se acha" o tal só porque usa Ubuntu ou Kurumin com KDE e OOimpress abrindo lixo do PowerPoint enviado por correntes. É um novo mundo.

Para conseguir ajuda recorria a listas de discussão e sites como o br-linux.org, que na época se chamava "Linux in Brazil". Bons tempos. As listas, como a linux-br e a debian-user-portuguese, me educaram. Não foram poucas as vezes que me mandaram ler o manual. E na grande maioria das vezes estavam certíssimos, minhas perguntas eram idiotas mesmo.

Hoje, em alguns fóruns, você faz uma pergunta que já foi respondida 1000 vezes e alguém te responde. Acho isso um desserviço. (Mas nem todos pensam como eu)

RTFM [e] "procura no google" são duas respostas inapropriadas para uma questão. Se você não sabe a resposta ou não quer ajudar, por favor não diga nada no lugar de jogar fora a questão de alguém. Mostrar polidamente como você buscou ou obteve a resposta, por outro lado, é aceitável e extremamente encorajado. ...

Se você deseja lembrar alguém como usar ferramentas de busca ou outros recursos quando eles fazem uma pergunta que lhe pareça básica ou comum, por favor, seja muito polido. Qualquer resposta a pedidos de ajuda que contenham linguagem desrespeitosa contra o usuário que fez a questão, tais como o "RTFM", são inaceitáveis e não serão tolerados.

- Forum Policies and Expectations - Ubuntu Forums

Ou seja, mandar alguém procurar ser independente e buscar conhecimento por si próprio é ser desrespeitoso? É por essas e outras que não uso Ubuntu. Se o Debian acabar um dia vou pro Linux from scratch. Há há há.

>:-|~

Fui educado na base do RTFM (Read The Fucking Manual) e isso foi excelente. Nada ensina mais que isso. Sendo mandado ao manual você aprende a ser pró-ativo, a ser independente.

CUIDADO COM QUEM SE OFERECE PARA TE LEVAR PELA MÃO!!! Pessoas muito ansiosas em ajudar geralmente não querem o teu bem, querem apenas sentir-se úteis. Precisam que você fique eternamente dependente para continuar comendo na mão delas. Conheço vários assim. Quanto mais impotente e incapaz você for, mais elas vão brilhar te levando pela mão. Essas são as pessoas que vão te dizer que RTFM é grosseria, como se você fosse uma bonequinha de louça.

É como eu já li em algum lugar, se a vida te fecha as portas, entra pela janela mesmo.

Saber informática é SABER LER. QUEM SABE LER SABE INFORMÁTICA.

Porém, como vivemos em um mundo onde a maioria NÃO GOSTA de LER, a maioria tem dificuldade com computadores.

Mas eu sou voto vencido, ando na contramão do mundo. Sou anacrônico. Logo, seremos todos imbecis completos mesmo. Há um emburrecimento generalizado no mundo. (Duvida? As pessoas que você conhece passam mais tempo estudando na internet ou fofocando e olhando pornografia? Temos TV digital para ver o Créu. Rádio digital para ouvir "Pretinho Básico". TV de plasma para ver telenovelas.)

Se para ser presidente, governador, prefeito, senador, deputado, etc., não precisa estudar, por que você precisaria estudar para usar um computador?

Para dar aula a 30 e poucas crianças precisei passar 11 anos estudando, prestar vestibular, estudar mais 4 anos, fazer estágio, fazer pós-graduação (+ 2 anos), fazer concurso público, passar por estágio probatório, e ralar muito. Para ser político e influenciar a vida de milhões de pessoas, administrar bilhões de reais, tomar decisões com conseqüências para 20 ou 30 anos no futuro, não precisa de nada disso. Basta falar as coisas certas.

The Mutant Chronicles

Fri, 18 Jul 2008 21:28:04 -0300

Hoje pela manhã perdi meu tempo vendo essa bomba. The mutant chronicles é uma perda de tempo total. Na minha opinião, é claro.

A história não tem pé nem cabeça. Mas não tem pé nem cabeça meeeesmo. Um dos meus alunos de 5a série poderia escrever algo muito melhor. E não estou brincando.

O ar retrô, tipo 1a. guerra mundial. O estilinho de filme de guerra, meio que imitando a Guerra dos Mundos, olha, é tudo muito clichê e muito patético.

Lamentável que alguém gaste dinheiro para fazer uma bomba como esse filme. Nota 3. Vá lá. Até dá para ver, para tentar adivinhar qual será o próximo clichê a aparecer. E olha que o elenco conta com alguns atores que, se não são bons, pelo menos são famosos.

Se você tem menos de 20 anos, pode ser uma boa pedida. Se você tem mais de 30 e gosta de cinema, se já viu muitos filmes, vai achar uma colcha de retalhos e talvez não goste. Mas o mais insuportável mesmo é o roteiro lambão. Lambão, lambão, lambão!!!!

A ordem religiosa meio medieval, com copistas e tudo, o cara sem fé, que no fim tem fé, olha, dá vontade de vomitar.

O problema do cinema atual é esse mesmo. Você pega um monte de efeitos especiais, muito sangue, se tiver sexo (não é o caso do filme em questão) melhor ainda, e passa tudo no liquidificador. Muita gente gosta. E sabe o motivo? A maioria das pessoas que vai ao cinema é jovem. E pelo que li nos EUA a maioria do público de cinema é masculino, menos de 20 anos. Logo, está explicado porque temos tantos filmes descerebrados e cheios de sangue.

Por favor, não me entendam mal. Nada contra os jovens. Mas é natural que alguém com 17, 18 anos, ache tudo uma maravilha. Eu também achava quando tinha essa idade. Não estou criticando os jovens. Estou criticando os estúdios que fazem muita porcaria.

Já li que até o início da década de 80 os filmes norte-americanos eram mais controlados pelos diretores, mais pela parte artística. A partir dos anos 80 os executivos passaram a ter um controle maior, e a investir muito mais dinheiro na produção de um filme. Tanto que hoje temos filmes com orçamentos de 200 milhões de dólares. E esse dinheiro não é só para fazer o filme, pagar atores, equipe, etc. Também é para publicidade. Acaba pesando. Logo, ninguém quer arriscar e perder dinheiro. E mesmo usando as técnicas de "rasterização" eles conseguem perder bastante dinheiro algumas vezes.

Mas não são só os estúdios de cinema que estão fazendo isso. A TV faz isso o tempo todo. Você nunca se perguntou por quê há tantos homens sem camisa nas novelas da sete da Globo? Ou por quê há tantos efeitos especiais nas novelas de mutantes da Record? Para agradar os seus públicos. E dá-lhe roteiro lambão! Lambão! Lambão! Lambão!!!

Só me resta pegar um bom livro para reverter isso...

Algum do Dan Brown ou do Paulo Coelho... :-)

E para dormir, o novo disco do Roberto Justus.... :-)

PS: Notem que filmes dos anos 70 tinham protagonistas "velhos", mais maduros. Feios e com dentes ruins. Hoje, todo mundo é musculoso, jovem e com dentição perfeita nos filmes. Interessante. Sinal dos tempos.

Batman - The dark knight

Fri, 18 Jul 2008 21:13:41 -0300

Mais cedo fui junto com a patroa ver o filme novo do Batman. Ela gostou. Eu também gostei.

O que posso dizer? O filme é fantástico, perturbador, sublime.

Pretendo vê-lo de novo, pelo menos mais uma vez, antes de sair em DVD e ter uma cópia.

É muito, mas muito diferente mesmo de Batman Begins. É algo sombrio, aterrador, que não fala apenas de personagens de gibis, fala de seres humanos, de corrupção, de escolhas.

Não esqueçamos que é a sede de lucros dos estúdios norte-americanos que os leva a fazer filmes melhores. No fundo é apenas a busca de dinheiro. Mas, e aí entra o artista, pode haver arte no cinema também. Bons diretores, técnicos, roteiristas, atores, etc., podem criar uma obra boa. Sem dúvida. Ainda que o personagem principal seja um herói de gibis.

E esse filme é bom. Muito bom.

Não vou comentar detalhes, preciso digerir o filme um pouco mais. É muito perturbador, nas suas quase 2 horas e meia. Você sai do cinema tenso, angustiado de certa forma. Não é um filme alegre.

O Coringa é um Coringa de verdade, pela primeira vez no cinema. Mais louco que engraçado. Não é o "palhaço do crime". Não mesmo. É o "psicopata do crime".

Amanhã ou depois comento mais.

Sigo vendo Star Trek TOS temporada 1

Thu, 17 Jul 2008 01:05:32 -0300

Sigo vendo essa maravilha. O que impressiona é a qualidade dos roteiros de uma série de entretenimento de 42 anos atrás. Muuuuuitos filmes de orçamentos milionários de hoje não chegam na unha do pé de Star Trek - Jornada nas Estrelas. (Sabiam que me Portugal o nome é Caminho das Estrelas?)

A propósito, TOS quer dizer The Original Series. Como ia dizendo, estou no episódio 10 e os roteiros estão fenomenais. Sempre tem uma sinuca de bico que coloca em cheque alguma idéia já estabelecida. Por exemplo, o episódio The enemy within é fantástico.

ATENÇÃO! SPOILERS ABAIXO!

Nele, o capitão Kirk é divido em dois. De um lado seu aspecto animal, irracional, raivoso. De outro o aspecto lógico, terno, amoroso. O problema é que para ser capitão ele precisa do seu lado "mau" e começa a perder a capacidade de comando. E o lado "mau" precisa da inteligência e lógica da outra metade, tanto que num determinado momento quase morre de... medo! Isso mesmo, sem a lógica para frear as emoções a metade raivosa quase morre. Ao final descobre-se que um homem não pode viver sem os dois aspectos.

Muito legal! Lembrem-se que estamos falando de algo escrito e filmado em 1966. Muito bom mesmo.

Convido os leitores a assistir esse episódio e tirar a prova. Depois, me enviem um email dizendo o nome de um filme atual que tenha esse tipo de abordagem da natureza humana.

Voltei a correr

Thu, 17 Jul 2008 00:24:05 -0300

Voltei a correr. O que posso dizer? Me sinto muito bem.

Dói tudo, mas é legal. Espero que não aconteça nada de ruim que me obrigue a parar de novo. Desde o final de 2006, quando parei de fumar, que venho tentando resgatar meus bons hábitos. Mas sempre acontece uma coisa ou outra e tenho de parar. Até infecção respiratória tive.

Talvez seja olho gordo. Mas, contando isso aqui, ao mundo, estou fazendo uma "magia simpática" para FERRAR o olho gordo. Aqui pra você seu olho gordo de m......

Música para corridas é uma coisa meio complexa. Dependendo da música pode dar ou tirar o ânimo e a energia. Algumas que gosto de ouvir ao correr:

  1. Moby - Extreme Ways
  2. Batman Begins Soundtrack - Molossus
  3. Survivor - Eye of the Tiger
  4. Rocky Soundtrack - Gonna Fly Now
  5. Capital Inicial - Primeiros Erros
  6. Ira - Teorema
  7. Legião Urbana - Baader-Meinhof Blues

Coloquei a do Rocky em 4o. lugar porque já meio que encheu o saco. De tanto ouvir ficou meio chata. Mas, a série Rocky marcou a minha infância/adolescência, não tenho como fugir disso.

E sim, sou fã do Batman. Se pudesse ser um super-herói seria o Batman sem a menor dúvida. E não, eu não sou louco não. Num mundo onde homens crescidos se matam por futebol, ou elevam corridas de carro a categoria de esporte importantíssimo, ser fã de um personagem de gibis é o menor dos pecados. Num mundo onde a Olimpíada vai ser disputada num lugar tão poluído que alguns atletas até desistiram de competir, mas o que importa é a grana da China, cara, ser fã do Batman não é nada. E finalmente, num mundo onde o delegado que prendeu o Daniel Dantas é afastado do caso e a Polícia Federal é humilhada ao ser proibida de algemar o Cacciola tudo é possível e nada é ridículo demais. Para não dizer que sou reacionário, sou fã do Coringa também. Adoro dizer "Palhaço do crime".

Depois coloco aqui outras músicas que não lembro o nome agora.

Também gosto de algumas músicas clássicas. Mas de vez em quando apenas. Na maioria das vezes é bom uma música bem animada para dar energia. A do Moby é bem fácil de lembrar, aparece no fim do Ultimato Bourne. Acho que na Supremacia Bourne aparece também quando o Bourne corre na praia, na Índia.

Juno

Wed, 16 Jul 2008 23:49:38 -0300

Vi esse filme em janeiro mas resolvi comentar agora porque na locadora perto da minha casa tem um cartaz enorme colado no vidro. Um cartaz com a Ellen Page sorrindo com o maior barrigão.

Bom, não posso deixar de comentar. É impossível me conter.

ATENÇÃO! MUITOS SPOILERS ABAIXO!!! Leia por sua conta e risco.

Em primeiro lugar, eu quis ver o filme por causa da badalação em cima do roteiro. Se não estou enganado o roteiro ganhou o Oscar. A tal de Diablo Cody era striper nos EUA e virou roteirista e foi elogiadíssima pelo seu roteiro.

Sabem o que achei? Nada de mais. Não entendo se eu tenho alguma anormalidade ou se os norte-americanos são babacas mesmo. Nada de especial no roteiro nem nos tais diálogos ácidos e rápidos que tanto falaram. Um filme trivial em todos os sentidos para mim.

Porém, cabe comentar algumas outras coisas.

Cara, os norte-americanos mostrados no filme estão mortos. Simplesmente são pessoas repugnantes.

Vou elencar os meus motivos para dizer isso.

Primeiro, a guria fica grávida porque era a fim de um borra-botas qualquer do colégio e ela dá para ele numa tarde de tédio. Mas nos tempos pós-aids ela não usa camisinha. Pasmem! É uma idiota, e um idiota, como tantos que conhecemos aqui.

Segundo, ela fica grávida. E resolve dar o bebê. Nem a família dela ou do borra-botas resolve interferir e dizer: vamos criar o bebê, dê ele para nós. Cara, eles simplesmente se desfazem do bebê como quem dá uma roupa velha. E isso é um roteiro legal? Li altas críticas positivas ao filme, porque não é hipócrita e tal.

Vejam bem o que vou dizer a seguir. As histórias, fábulas, tradição oral, etc., têm uma importância na história da humanidade. Essa importância é transmitir conhecimento de geração à geração. Não estou sendo moralista, mas o esqueleto de uma história, de qualquer história, na minha opinião, deve seguir certos padrões para mostrar algum tipo de lição. Até mesmo em histórias idiotas isso deveria ser seguido.

Só vou citar 2 autores que seguem isso que comento e não precisa de mais nada: Shakespeare e Cervantes. As histórias deles ensinavam além de entreter. Isso para dizer o mínimo. Não tenho a pretensão de comentar as obras dos geniais autores. Seria preciso um preparo que não tenho. Meu chão é comentar as porcarias atuais.

Quando você cria algo que milhares de pessoas vão consumir você deve ter uma responsabilidade sobre esse algo. Todos somos responsáveis pelo que fazemos. Você pode mostrar coisas horríveis e negativas para gerar uma discussão. Mas eu sinceramente acho que as histórias devem ter uma mensagem e que essa mensagem deve ser responsável. Até um filme de artes marciais chulé tem uma mensagem subjacente. Mesmo que a mensagem seja dizer o quão ridículo é sair por aí dando porrada em todo mundo.

Buenas, nesse filme a mensagem é a pior possível. Mostra uma guria e um guri irresponsáveis, que não recebem uma linha de repreensão das suas famílias. E essas famílias aceitam passivamente e com total tranquilidade o "descarte" do bebê. Isso é família? Você pode doar um bebê, sangue do seu sangue, como quem expreme uma espinha?

Talvez hoje isso seja bonito. Para mim não é.

Tão irresponsável e negativo quanto este filme só a série "Velozes e furiosos". Um dia escrevo sobre ela, mas é de uma irresponsabilidade total.

Mas é isso. Mais uma porcaria norte-americana que os "mudernos" de plantão vão incensar até dizer chega. Claro, está cheia de auto-indulgência e auto-complacência. É um prato cheio para aqueles idiotas que adoram isentar os outros de responsabilidade por seus atos.

Pô, transou, engravidou, vai criar meu chapa. Devia pensar nisso ANTES de transar. É muito fácil transar e doar o bebê, ou ainda abortar. Muito fácil mesmo. Tem cérebro para quê? Sexo é algo muito, mas muito sério. Não é um brinquedo que você usa para se descarregar como quem limpa o nariz. Não mesmo meu chapa. A função do sexo é dar a vida e a consciência e isso é muito sério para ser tratado como algo trivial e mecânico.

Somente um nécio não percebe a função mágica do sexo, o milagre que é. Não quero dizer que você não possa transar por prazer, quem sou eu para dizer isso. Mas deve estar disposto a assumir TODAS as conseqüências do seu ato. Porque se você não assumir alguém vai ter de assumir.

E aqui no Brasil esse alguém é muitas vezes o Estado, com bolsa-família, bolsa-isso e bolsa-aquilo. E o Estado somos nós. Acaba que o dinheiro do meu imposto tem de pagar o leite do filho dos irresponsáveis. Nada contra as crianças, elas não tem culpa. Mas desse jeito não vamos longe como país.

O melhor amigo da noiva - Made of honor

Wed, 16 Jul 2008 23:43:09 -0300

Eu já havia prometido a mim mesmo nunca mais olhar comédias românticas, mas acabei caindo nessa de novo. Quando fui assistir o Homem de Ferro a Débora viu o trailer desse filme e ficou interessada. Acabei cedendo e vimos o filme hoje pela manhã.

O que posso dizer? Nota 0. Nota -1.

Esse Made of honor é provavelmente a pior coisa que já vi nos últimos meses. Clichê é pouco a dizer.

Lixo da pior espécie. Até a Débora jurou nunca mais ver comédias românticas também. TODAS são absolutamente iguais. Não muda nada.

Se você tem uma idade mental de 6 anos vale a pena. Se não é esse o seu caso fuja das comédias românticas norte-americanas como o diabo foge da cruz.

Depois de ver o filme chegamos à conclusão que perdemos 1 hora e meia das nossas vidas com algo que não acrescentou NADA. Absolutamente nada. Nem entretenimento foi, pois TUDO era previsível. O desenlace de cada cena podia ser previsto.

É infinitamente melhor olhar um desenho animado. Pode ter certeza disso.

Por que tenho esse blog?

Tue, 15 Jul 2008 20:55:21 -0300

Sinceramente? Não sei. Acho que para mim mesmo. É sério.

Gosto de escrever, gosto de ler o que escrevi. Algumas vezes leio o que escrevi e parece que foi outra pessoa que escreveu. Sinistro...

Bom, sempre gostei de escrever. Outro dia procurei na net alguns emails meus de 2001, 2002. Tchê loco, participava de listas de discussão sobre informática e para cada besteira que podia me intrometer eu escrevia páginas e páginas. Totalmente prolixo... ridículo.

Agora escrevo aqui. Eu gosto de digitar, se tivesse que escrever na mão eu não escreveria, pois minha letra é horrorosa. Pobres dos meus alunos.

Aliás, uma das poucas vezes que senti inveja na vida foi de um colega professor que tinha uma letra perfeita. Uma vez entrei na aula do cara e o quadro estava cheio de uma letra perfeita. E senti uma pontada de inveja e vergonha ao mesmo tempo. Vergonha da minha letra e por sentir inveja também.

Visto que por enquanto não tenho um feed RSS e não divulgo este blog é pouco provável que alguém fora do meu círculo de conhecidos, alunos, amigos, chegue a conhecê-lo. Mas não faz mal.

Não importa. Pelo menos 2 leitores eu tenho :-)

Perguntas $#@$#%@@#$s na informática

Sun, 13 Jul 2008 22:12:34 -0300

Título antipático, não? Realmente... soa arrogante. Mas é inevitável ser um pouco arrogante se estamos cercados de $#@$#%@@#$s por todos os lados.

Me explico.

Acabei de ler um artigo sobre informática. Ensinava a usar um front-end modo gráfico para o rsync. Não sabe o que é front-end ou rsync? O Google é seu amigo. E digo isso do Google não para ser antipático, e sim para ajudar. Não entendeu? Ok, me explico.

Quando alguém não sabe alguma coisa e está sentado diante de um monitor de computador, com internet e Google ao alcance dos seus dedos, a melhor coisa a fazer é procurar por si mesmo. Infelizmente a enoooooorme maioria prefere perguntar. E por quê? Porque a maioria das pessoas é preguiçosa e acha mais fácil perguntar O QUE OUTRO pensa ao invés de PENSAR por si própria.

Buenas, voltando ao assunto. Nesse artigo o camarada explica detalhadamente como usar grsync, o tal front-end. E explica que a maioria dos pendrives usa FAT32 como sistema de arquivos. Se você usa Linux, WinXP ou Vista, não importa. A maioria dos pendrives usa FAT32 por compatibilidade. Eu só uso Linux e meus pendrives estão formatados como FAT32.

Logo, se você usa FAT32 no seu pendrive é muito fácil usá-lo em múltiplos computadores. O artigo que li explicava isso claramente.

E agora vem a parte legal. O primeiro comentário do artigo pergunta se poderia usar o pendrive no Ubuntu e no WinXP se formatasse em FAT32!!!!

Tchê, o $#@$#%@@#$l nem leu o que o artigo dizia. NÃO LEU!!!! É mais fácil perguntar que ler.

Agora, pergunto eu, é ser mal-educado ofender um <@>#><@>o desses? Eu acho que não. Gente assim não merece nem resposta, merece desprezo. Eu tenho verdadeiro desprezo por usuários assim.

Por isso que não vou habilitar comentários aqui e em nenhuma página do meu site. Nunca. Para ouvir perguntas <@>#><@>as? Não, obrigado.

Com o nível de acuidade que os buscadores, em especial o Google, atingiu é totalmente <@>#><@>o perguntar a alguém algo relacionado a informática sem antes perguntar ao Google. E digo isso porque o buscador responde de forma mais correta e confiável que qualquer humano. É um fato.

Perguntas boas são aquelas que pedem uma resposta inédita. Por que vou explicar o que é FAT32 se uma simples busca pode fazer isso melhor que eu? Por que vou escrever de novo o que já foi escrito e muito bem escrito? É burrice.

Não acredita em mim? Ok amigo mío. Digite no seu navegador de internet www.google.com.br e depois digite EXATAMENTE isso: "O que é FAT32". Em seguida aperte o botão "Estou com sorte". Voilá! Uma explicação detalhada e bem escrita. Não é uma maravilha? É sim.

Aprendam isso amigos, quem prefere perguntar ao invés de buscar é um $#@$#%@@#$L que acha que o seu tempo é mais valioso que o dos outros. Claro, eu posso perder meu tempo respondendo a sua pergunta $#@$#%@@#$l, mas você não pode perder o seu precioso tempo procurando.

Que fique claro, estou falando de INFORMÁTICA. Outros assuntos não são tão abundantes na internet.

Desculpem o mau humor queridos leitores, é que depois de 10 anos de internet certas coisas enchem demais o saco.

Por favor, não pensem que sou um cara arrogante ou bobalhão. É que essas coisas relacionadas a informática me deixam maluco. A cada dia eu vejo mais que nunca poderia dar aulas disso, ou mesmo dar suporte a usuário.

Admiro sinceramente quem consegue trabalhar com suporte ao usuário ou dando aulas de informática. Tem de ter uma paciência de Buda.

#!/bin/bash
for ((i=0;i < 1000000000;i++));do
echo -e "Prometo não ficar mais estressado com isso.\n";
done

PS: Este texto foi censurado por mim. Troquei todas as palavras ofensivas por cobrinhas. Melhor assim, o mundo já é suficientemente violento sem a minha contribuição.

Comecei a ver TOS 01

Sun, 13 Jul 2008 17:49:59 -0300

Comecei a ver hoje Star Trek TOS ano 1. Adoro essa série. Principalmente a original, que via quando era criança.

Eu não me canso de ver. Os autores eram muito visionários. Eles, de certa forma, preveram o celular, tripulações multi-raciais, teletransporte, motores iônicos, e mais um monte de outras coisas legais. E isso quando o homem nem havia chegado à Lua. A série começou em 1966.

Para quem não lembra, nessa época os EUA segregavam negros nos ônibus, nas escolas, nas lojas, etc. E na série vemos negros, orientais, até alienígenas, trabalhando juntos e em harmonia. Muito legal.

E o trio formado por Spock, MacCoy e Kirk é muito interessante. De um lado temos o capitão Kirk, impetuoso, corajoso e cheio de responsabilidades. O MacCoy é meio chato, cabeça quadrada. E o Spock é frio e lógico. Entre os 3 há muitas discussões interessantes sobre temas relevantes e atemporais. No final das contas a série é sobre pessoas mais que ficção científica.

Recomendo para quem tem mais de 30 anos. Quem é jovem não vai gostar da série original. Talvez goste das novas séries.

Montei a mesa romana

Sun, 13 Jul 2008 17:36:30 -0300

Finalmente montei a minha nova mesa romana. A Java aprovou e já subiu nela para mostrar quem manda.

Abaixo, fotos:

Agora, o caro é comprar anilhas. Aqui na minha cidade está mais ou menos R$ 5,00 o quilo. Digamos, para ter 50 quilos para as pernas eu gastaria uns R$ 250,00. Caro né?

Hummm, vou ter de pensar em alguma alternativa.

As dificuldades de fazer dieta

Sat, 12 Jul 2008 17:28:10 -0300

É muito difícil fazer dieta, deixar de comer coisas que gostamos.

Por exemplo, outro dia comi um mousse de chocolate fantástico. Uma aluna levou para uma confraternização. Excelente.

Agora, uma outra aluna postou a receita no blog do projeto que trabalho. A Débora (a patroa) já disse que vai fazer para mim.

O problema é que feito em casa, só para mim, tenho de lutar muito para não comer TUDO de uma vez.

Chocolate, Coca-cola, cachorro-quente e batata-frita são a minha kriptonita. Não sou muito do chocolate em si, em barras. Mas coisas de chocolate, tipo mousses, bolos, sorvetes, me deixam maluco.

Ah, e doce de leite Conaprole do Uruguay. Tchê, doce de leite Conaprole com sorvete e amendoim triturado ... que coisa boa.

Em compensação não como carne vermelha. Já é alguma coisa.

Também não como balas, só as sem açúcar. Já é outra coisa legal.

E como brócolis quase sempre. E pêras e mamão. Então, fica uma coisa pela outra. Mas tenho mente de gordo. Tenho de me cuidar muito.

Bons tempo da adolescência que não me preocupava com nada disso.

Comprei uma mesa romana

Sat, 12 Jul 2008 01:35:46 -0300

Hoje comprei uma mesa romana. Usada. Da academia que a minha patroa frequenta. Uma academia só para mulheres.

Foi extremamente constrangedor ir até lá buscar o aparelho. Primeiro porque lá só há mulheres e você se sente um instruso já ao entrar. Segundo porque fiquei sozinho por alguns momentos e minha mulher me mandou ficar olhando para uma janela, para não ficar olhando as suas colegas fazendo ginástica. E eu, muito obediente, fiquei olhando para o vazio e rindo comigo mesmo do ineditismo da situação.

Segundo porque foi um parto para carregar a mesa até em casa. Moramos a umas 3 quadras e meia da academia. Mas é centro, cheio de gente. A mesa não é pesada, mas é horrível de segurar. A Débora me ajudou, mas foi péssimo. Quase no fim encontrei um velho amigo, o Borracha. Ele me ajudou no percurso final. Cheguei acabado em casa.

Amanhã vou montá-la e organizar tudo. Agora já posso fazer toda a série que fazia na Gold's Gym no ano passado. Vou ficar um "espartano" em alguns .... anos :-)

Infelizmente o músculo que desenvolvo mais facilmente é a barriga. :-(

Mas, falando sério, nada me faz sentir tão bem quanto começar o dia fazendo exercícios. Estive resfriado nos últimos dias e me afastei dos exercícios. Isso me deixou profundamente chateado. Sinto falta de gastar energia fazendo exercícios. As endorfinas me deixam calmo, em paz.

E pensar que eu era um fumante filho da mãe que só queria ficar fumando e vendo TV. A cada dia que passa odeio mais o cigarro e vejo que sórdido é o governo que permite a venda dessa merda. Só porque gera um caminhão de grana de impostos. Governo estúpido.

Lembro de um texto do Osho, do Livro Orange, na época que ele ainda se chamava Rajneesh, e que fala sobre o vício de fumar. Vale a pena lê-lo, recomendo.

Tenho 2 leitores

Fri, 11 Jul 2008 23:06:32 -0300

Agora tenho 2 leitores!!!

Meu amigo Rafael Granada está na minha casa com a família e me disse que lê meu blog todos os dias!!!

Estou ficando famoso!!!

Tenho 1 leitora

Fri, 11 Jul 2008 17:53:59 -0300

Hoje a minha aluna Aline do B3 do CLES me disse que leu todo o meu blog. Legal!

Pelo menos tenho 1 leitora, já é alguma coisa.

Valeu Aline!

Os intocáveis

Tue, 08 Jul 2008 21:16:51 -0300

Finalmente vi Os intocáveis, um filme de 1987 que nunca pude ver antes. Havia visto algumas cenas apenas, uma vez na TV.

Gostei muito. O Brian de Palma é muito bom mesmo. Basta lembrar o excelente Dublê de corpo.

Bom, o que posso dizer sobre Os intocáveis? Nada que já não foi dito. O filme é muito bom mesmo. As cenas de suspense são muito boas. Gostei muito. Dou uma nota 8,5 ao filme.

Recomendo, é diversão garantida.

Batismo de Sangue

Sun, 06 Jul 2008 22:19:59 -0300

Ontem vi o filme Batismo de Sangue. Gostei, é interessante e bem feitinho. Alguns comentários apenas.

Site oficial

Primeiro, essa técnica de mostrar o fim do personagem na primeira cena do filme eu acho extremamente IRRITANTE. Não sei o motivo pelo qual alguns diretores fazem isso. Nesse filme pelo menos não contribuiu em nada para melhorar a narrativa. Você vê o filme todo sabendo que fulano acaba assim ou assado. Na minha opinião isso é burrice.

Segundo, as cenas de tortura eu achei muito bem feitas. Superiores, sem dúvida, às cenas do Pra frente Brasil, embora a cena do Reginaldo Faria correndo só de cuecas e sendo perseguido pela Veraneio é antológica e marcou profundamente o filme de 1982, aliás um grande filme.

Bom, não gostei do estilo narrativo nos primeiros 40 minutos, mais ou menos. Fica meio confuso. MUITOS filmes brasileiros são confusos. Não explicam direito quem é quem ou a que veio cada um. Como o filme é baseado em um livro fica a impressão que você precisa ler o livro para entender. Mas, como disse, isso é só no início. Depois fica bem mais fácil de entender.

Bom, dou nota 6 ao filme, sem dúvida. No geral é bem feito.

Agora, alguns outros comentários sobre a ditadura.

ATENÇÃO! SPOILERS ABAIXO. (Se não sabe o que é spoiler, o Google é seu amigo)

Quase todos os filmes sobre a ditadura no Brasil mostram a polícia e os torturadores como diabos. O que provavelmente é verdade. Porém, mostram os guerrilheiros, revolucionários e outros como santinhos. Ora, faça-me o favor.

Cito apenas uma cena: Os frades conversando com o seu superior e comentando que a luta armada é a única solução para defender os seus ideais. Claro, para ELES é a única solução, para a ditadura não. Legal. Eles não se dão conta que os torturadores pensam exatamente igual e se sentem justificados do mesmo modo.

Acho incrível isso. Sempre mostram apenas um lado. O outro sempre é o errado, eu não! Ora, a violência é sempre ruim, não importa o lado.

A verdade é só uma: entrou na chuva é para se molhar. Aquela foi uma época de guerra e na guerra você pode esperar tudo de ruim mesmo. Ser capturado é o pior que podia acontecer. Não há porque esperar outra coisa além de sofrimento.

Não estou dizendo que os métodos da ditadura eram corretos ou justificáveis. NUNCA! Apenas digo que muitos filmes parecem mostrar os rebeldes como ingênuos que ficam chocados com a violência que recebem. Mas não havia outra coisa para esperar. Não era um brinquedo, era guerra e guerra é sórdida ao extremo. Trata da subjugação total de um homem por outro, e isso sempre é terrível.

Bom, recomendo o filme, é bom e vale a pena vê-lo.

Só um último comentário. Gostaria de conhecer alguma obra, filme ou livro, que compilasse todos os GANHOS REAIS que o movimento revolucionário brasileiro conseguiu durante os anos de chumbo. Por ignorância minha eu não conheço tal obra.

Anjos do Sol

Sun, 06 Jul 2008 22:11:44 -0300

Acabei de ver o filme Anjos do Sol. Minha esposa ficou indignada com o filme. Eu fiquei enojado com o filme. Melhor, não ficamos assim com o filme, mas sim com a realidade que o filme mostra, da exploração sexual infantil no Brasil.

Lamentavelmente o que o o filme mostra é verdade sim, e é ultrajante.

Olhando pelo aspecto técnico é um bom filme, prende a atenção, é bem feito, fotografia e som muito bons. Eu recomendo, inclusive para mostrar em escolas, turmas de 8a. série acho que já dá para ter um bom debate. É importante comentar e denunciar esse tipo de coisa.

Não aconselho para séries inferiores à 8a, até pela violência do tema. Não lembro a censura, mas não mostra nudez ou sexo explícito, então não deve ser muito alta. O que pega mesmo é a violência implícita e subjacente ao filme. Crianças sendo vendidas como escravas sexuais de velhos ricos e nojentos. Até deputado aparece no filme.

E antes que digam que isso só acontece no Brasil, não é verdade. Só para comentar 1 caso famoso temos o Michael Jackson. E como ele há muitos outros tarados pedófilos desgraçados pelo mundo afora, inclusive na Europa e nos EUA.

É um fenômeno complexo e difícil de erradicar.

Dou nota 8,5 ao aspecto técnico do filme.

Show da banda Doctor Queen

Sat, 05 Jul 2008 23:43:05 -0300

Acabei de voltar do show da banda argentina "Doctor Queen". Eles fazem cover do Queen. Muito bom. Gostei.

Alguns links:

Página oficial

I want to break free

We are the champions

Sobre a banda

O que me chamou muito a atenção, até porque fazia muuuuito tempo que não ia a um show, foi o número de máquinas digitais em ação.

Foi um show em teatro, sentado, no belo Teatro Guarany. E pude ver claramente ao meu redor um montão de gente passar o show todo tirando fotos. Incrível. Parecia que tirar fotos era mais importante que curtir o show. Estou fora da moda mesmo.

E, ah, a meia-idade. Passei o show todo comendo balinhas sem açúcar. :-) Em outras épocas era um monte de whisky, cerveja, cigarro, etc., etc., etc. e mais um pouco de etc.

Realmente eu mudei. E para melhor. Viva a vida saudável!

Vou comer um pedaço de gengibre antes de dormir...

:-)


Copyright © 2006 Leandro Padilha Ferreira
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Última regeneração do documento: 24/04/2010 às 00:03:26