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Gostaria de comentar um aspecto interessante da natureza humana. Algumas pessoas ainda pensam nos "bens" digitais, sobretudo na informação, como se fossem "bens" materiais.
Eu explico. É que se tenho 10 quilos de feijão, e dou 5 quilos ao meu amigo, terei apenas a metade. Bens materiais são assim. Eles não se multiplicam. Claro, dividir com um amigo pode trazer mais coisas de volta, em um virtuoso efeito cascata, mas não vou entrar no mérito. Esse mundo é um mundo bem feio algumas vezes, as pessoas não dividem coisas materiais. Naturalmente nem todos são assim, apenas a "maioria".
Quem divide os seus 10 quilos de feijão, aos olhos dos outros, é trouxa, "perdeu" a metade do que tinha e não ganhou nada em troca. Não vou argumentar, ok.
Mas, e se tratamos de "bens" digitais? Nesse caso não há a perda de algo "material". Pelo contrário, há apenas o compartilhar, visto que se copio um arquivo uma vez ou um milhão de vezes não faz a menor diferença para mim ou para o meu arquivo. Infelizmente, muita gente também é ávara de "bens" digitais e não compartilha aquilo que tem, notadamente músicas, filmes, etc.
Certo. Mas, indo mais longe, deixemos os arquivos de lado e vamos falar apenas de "informação".
Por exemplo, algumas pessoas pensam que não se deve compartilhar o conhecimento de "como fazer" soluções de informática.
Recentemente tive a experiência de estar ao lado de um técnico profissional que resolveu um problema importante no meu trabalho. Ele era de uma empresa contratada e solucionou um problema. Eu fiquei feliz da vida e perguntei a ele o que havia feito, para poder entender e replicar, se necessário, o que ele fez.
Sabem o que ele me respondeu? Ele me deu um cartão da empresa para a qual trabalha! Hehehee. Ou seja, para saber o que ele fez, só pagando. E talvez nem assim.
Muita gente diria que esse era o seu direito. Ele foi pago para resolver um problema, não para ensinar aos outros. Ok. Mas essa é uma maneira atrasada de pensar no assunto. Primeiro, ele não resolveu sozinho. Ele consultou a internet. Segundo, soluções "caixa-preta" não são soluções, são bombas-relógio. Podem acreditar nisso.
Hoje em dia é muito difícil um técnico mediano não consultar a internet a todo momento. A Informática se tornou demasiado dinâmica e complexa para que alguém saiba "tudo". Então, as pessoas compartilham informações, sobretudo usando a internet.
E uma solução "caixa-preta", quero dizer, aquela solução que a equipe "prata da casa" não domina, não é uma solução de fato. É apenas um adiamento do problema. Dois meses depois o problema voltou e eu não sabia resolvê-lo. Logo, a ajuda da empresa não resolveu nada. Não pretendo ficar pedindo ajuda a esse técnico a minha vida toda.
Porém, é chocante esse tipo de comportamento. Não acho que esse tipo de atitude torne um profissional mais respeitado. Pelo contrário. Acho esse um perfil atrasado, algo dos anos 90.
Ora, a Internet é imparável! Ninguém pode parar o fluxo de informações na net. E as pessoas se ajudam. Um técnico que ajuda e divide o que sabe gera um excelente impressão. Veja, só para citar 2 exemplos, o Aurélio Jargas e o Carlos Morimoto. Vejam o quanto esses dois sabem, e o quanto já dividiram. Eles ficaram mais pobres por isso? Pelo contrário! Só ganharam prestígio e prosperidade.
É burrice sentar em cima de pequenas soluções. Isso só afasta os clientes. O que esse técnico ganhou escondendo uma configuração simples? Na minha opinião não ganhou nada. E perdeu a oportunidade de ganhar o respeito de todos nós.
Quem realmente sabe não se importa em dividir. Sabe que se aprendeu algo útil hoje, amanhã vai aprender muito mais. A informação é algo vivo, não pode ficar estagnada.
Se eu dividir TUDO que sei com os outros, e alguém souber mais que eu, que bom!!! Eu adoraria conhecer gente que pudesse aprender o que sei e ir além. Eu adoraria aprender com essas pessoas. Se meu colega me ultrapassa em conhecimento, é muito bom. Nesse caso poderei aprender com ele.
Sem trocadilhos engraçadinhos, mas quando mais se dá, mais se ganha. E isso não é papo de livro de autoajuda, é um FATO. Se não acredita em mim, então experimente por si mesmo.
Não há nenhum problema nisso.
Network não é apenas para máquinas.
Tudo que aprender e ache que é relevante, vou dividir com quem conheço. Já ganhei muita coisa de gente que não conheço, é natural que agora devolva um pouco.
Praticamente tudo que sei de Linux eu aprendi com a ajuda de gente que nunca conheci.
Espero um dia estar a altura de ser uma referência para alguém.
:-)
Essa dica eu recebi do colega Rodrigo, de Sapiranga. Abraço aí veio!
Bom, vamos por partes.
Quem trabalha com grande quantidade de computadores, algumas vezes precisa fazer instalações em massa. Outras vezes se pega fazendo sempre as mesmas coisas: formata, particiona, cria usuários, configura impressoras, atualiza sistema, instala pacotes, troca papel de parede, etc.
Seria muito interessante ter uma versão "personalizada" da distribuição que é usada como "default" naquele ambiente.
No meu caso é o Linux Educacional, que é baseado no Ubuntu.
Ora, o Rodrigo me deu uma excelente dica: REMASTERSYS.
Esse programa é bem simples de usar.
Faça uma instalação nova da distro que pretende usar, faça todas as configurações que quiser. Instale o remastersys e execute-o. Ele vai gerar uma imagem de instalação daquilo que você tem instalado.
Explicando melhor. O Linux Educacional pode funcionar como LiveCD ou ser instalado no HD. Depois de instalá-lo no HD e configurá-lo a meu gosto, aciono o remastersys e ele gera uma ISO pra queimar em CD ou DVD, depende do tamanho. Essa ISO pode funcionar como LiveCD ou ser instalada no HD, como um Ubuntu da vida. Só que ela é uma cópia exata daquilo que eu tinha instalado no HD. Posso manter TODAS as configurações.
Parece pouco? Acreditem, é ouro em pó!! Agora posso ter um Linux Educacional para cada um dos setores do meu trabalho, atendendo as demandas específicas de cada setor. Fazer isso manualmente ou por scripts seria uma tarefa ingrata.
E com uma ISO personalizada eu posso treinar a equipe em uma ou duas horas e qualquer um será capaz de fazer a instalação, sem necessariamente ter profundos conhecimentos de Linux ou linha de comando.
Fica essa dica também, remastersys é muito bom.
Sabe aqueles CDs de "recovery" que acompanham alguns computadores novos? Não sabe?
Bom, são CDs ou DVDs que deixam o computador como se viesse de fábrica. Ele reinstala o sistema operacional, apaga o disco, etc. Fica como se a máquina estivesse novinha. É para quem faz alguma coisa que deixa o sistema inoperável. Alguns notebooks e desktops costumam vir acompanhados desses CDs, que são específicos para cada máquina. Você não pode usar em qualquer computador, apenas naquele para o qual o CD de recovery foi feito.
Acontece que nem todos os computadores vem com essa facilidade. E mais, algumas vezes é desejável instalar o sistema, configurar do jeito que queremos, e ter a opção de criar um DVD para emergências. Imagine, você configura a sua máquina de trabalho do melhor jeito possível, instala tudo que precisa, configura impressoras, rede, som, etc., e depois cria um DVD capaz de restaurar tudo, rapidamente e sem erros. E melhor ainda, tão fácil que até mesmo pessoas sem habilidades em informática conseguirão realizar a "recuperação".
Seria bom saber fazer isso, não é? Ah, mas para fazer isso o camarada tem de ser um "Hacker", não é? Nãoooooooooooooooooo. Talvez no passado fosse assim, mas agora não é mais.
Para criar um CD ou DVD de recovery, basta ler a documentação do Clonezilla. Procure no Google. Não tem erro. Basta LER um pouco.
Eu não vou perder tempo escrevendo tudo de novo aqui. A documentação do Clonezilla é muito clara e completa. Fica aí a dica. Eu fiquei um tempão procurando por isso pra usar no trabalho, e agora estou dividindo com quem quiser.
O Clonezilla permite criar imagens de recovery muito facilmente, seguindo um menu, sem ter de escrever códigos e parâmetros misteriosos.
Espero que poupe tempo de outros que estejam procurando pela mesma solução.
Depois de uma parada de uns, ah, 7 meses, estou de volta. A minha vida mudou. Mudei de lugar de trabalho. A carga aumentou muito. Com isso, não tive mais vontade de escrever. Andei trabalhando alguns meses com EAD, o que consumia totalmente a minha vontade de escrever diante de um computador.
Bom, desde fevereiro estou fora do EAD, voltei a ter tempo pra mim. E no outro trabalho as coisas estão começando a se estabilizar. Agora voltei a ter vontade de escrever.
Sobre filmes, a cada dia estou mais decepcionado. O cinema anda difícil de aturar. É muito filme comercial, muito filme superficial e bobo. Exemplos não faltam. Desde AVATAR, até "Dupla explosiva", com o John Travolta, que é lixo puro. Então, ando meio sem vontade de comentar filmes ou séries. Estou lendo mais. Voltei a ter gosto de ler ficção científica.
Sobre música, estou meio saturado também. Tenho encontrado algum prazer ouvindo música clássica. Pretendo pesquisar um pouco sobre o tema. Ultimamente tem me salvado a vida em alguns momentos mais tensos.
Já andei fazendo experiências com Wordpress e é um excelente programa. Mas nada se compara, para mim, a um bom rxvt aberto com fundo preto e letras verdes, executando um vi e txt2tags para gerar o html. É questão de gosto mesmo. Meu blog vai continuar antiquado. Afinal, não quero ganhar grana com isso, só me divertir. Então, danem-se os leitores :-)
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| Copyright © 2006 Leandro Padilha Ferreira |
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| Última regeneração do documento: 24/04/2010 às 01:02:28 |
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